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“Povo de Sucupira!”
Com essa frase, Odorico Paraguaçu, personagem de Paulo Gracindo na novela “O bem amado”, iniciava seus discursos como candidato a prefeito da cidade baiana de Sucupira. Sua principal plataforma de campanha era a construção de um cemitério na cidade, a fim de que os mortos não tivessem que ser levados para o município vizinho para serem sepultados. Torceu muito para que morresse alguém depois de eleito, para que houvesse a inauguração da sua obra tão esperada.
Assim como o prefeito da fictícia Sucupira, o atual prefeito de Piracuruca também tem muito “zelo” pelos mortos. Tanto zelo que realizou, nesta terça-feira, 16 de abril, licitação para aquisição de urnas funerárias para pessoas carentes, no valor total de R$ 90.000,00 (noventa mil reais) para o ano de 2013.
Como os recursos são oriundos do fundo de assistência social, e, naturalmente, é função do poder público doar caixões para pessoas carentes, devemos levar em consideração que as pessoas de poder aquisitivo médio ou alto não estão incluídas na lista de beneficiários da prefeitura. Mesmo assim, é prevista uma grande hecatombe no município que vá atingir as classes menos favorecidas da população, já que fixou-se esse valor ao tempo em que existe algo em torno de cinco funerárias em Piracuruca, e as mesmas ofertam planos funerários para famílias não tem condições de comprar um caixão à vista na hora do sufoco.
Excluindo esse parcela da população, junto com o restante do público que não se enquadra no perfil assistido pelo SEMTCAS, por ter renda formal acima de uma determinada faixa, como é possível que sobre tanta gente assim pra prefeitura comprar caixão? Algum guru maranhense que orienta a gestão prevê uma guerra civil ou uma chacina contra os pobres do município em 2013? Ou a população pobre vai enfartar devido o aumento exorbitante dos tributos, principalmente a taxa de iluminação pública? Farão uma lista dos beneficiários do bolsa-família e mandar pra eles um envelope contendo substância letal, um veneno, igual fizeram com o senador do partido republicano Roger Wicker, nos Estados Unidos, essa semana? É nesse município que aquela revista diz que há a melhor saúde do nordeste? Faça-me rir com outra piada, mas não com humor negro...
A nós, meros populares, só nos resta pedir a Deus que escapemos da desgraça prevista pelo poder público municipal, ou que, se não escaparmos, que possamos usufruir das pompas de um velório patrocinado a tão alto custo pelo dinheiro destinado aos mais carentes.
Com essa frase, Odorico Paraguaçu, personagem de Paulo Gracindo na novela “O bem amado”, iniciava seus discursos como candidato a prefeito da cidade baiana de Sucupira. Sua principal plataforma de campanha era a construção de um cemitério na cidade, a fim de que os mortos não tivessem que ser levados para o município vizinho para serem sepultados. Torceu muito para que morresse alguém depois de eleito, para que houvesse a inauguração da sua obra tão esperada.
Assim como o prefeito da fictícia Sucupira, o atual prefeito de Piracuruca também tem muito “zelo” pelos mortos. Tanto zelo que realizou, nesta terça-feira, 16 de abril, licitação para aquisição de urnas funerárias para pessoas carentes, no valor total de R$ 90.000,00 (noventa mil reais) para o ano de 2013.
Como os recursos são oriundos do fundo de assistência social, e, naturalmente, é função do poder público doar caixões para pessoas carentes, devemos levar em consideração que as pessoas de poder aquisitivo médio ou alto não estão incluídas na lista de beneficiários da prefeitura. Mesmo assim, é prevista uma grande hecatombe no município que vá atingir as classes menos favorecidas da população, já que fixou-se esse valor ao tempo em que existe algo em torno de cinco funerárias em Piracuruca, e as mesmas ofertam planos funerários para famílias não tem condições de comprar um caixão à vista na hora do sufoco.
Excluindo esse parcela da população, junto com o restante do público que não se enquadra no perfil assistido pelo SEMTCAS, por ter renda formal acima de uma determinada faixa, como é possível que sobre tanta gente assim pra prefeitura comprar caixão? Algum guru maranhense que orienta a gestão prevê uma guerra civil ou uma chacina contra os pobres do município em 2013? Ou a população pobre vai enfartar devido o aumento exorbitante dos tributos, principalmente a taxa de iluminação pública? Farão uma lista dos beneficiários do bolsa-família e mandar pra eles um envelope contendo substância letal, um veneno, igual fizeram com o senador do partido republicano Roger Wicker, nos Estados Unidos, essa semana? É nesse município que aquela revista diz que há a melhor saúde do nordeste? Faça-me rir com outra piada, mas não com humor negro...
A nós, meros populares, só nos resta pedir a Deus que escapemos da desgraça prevista pelo poder público municipal, ou que, se não escaparmos, que possamos usufruir das pompas de um velório patrocinado a tão alto custo pelo dinheiro destinado aos mais carentes.





